Dois de 30 ou um de 50?

Postado em 18/03/2013 às 08:55hs

Painel de especialistas discutindo a questão do envelhecimento da humanidade recomenda que as empresas considerem uma nova política de recursos humanos que promova maior valorização dos trabalhadores de cabelos brancos. No contexto do dia a dia dos RHs essa recomendação poderia provocativamente ser resumida na seguinte fórmula: 2 de 30 por 1 de 50 = + resultados – problemas

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Recentemente, ao final do ano de 2012, o World Economic Forum (WEF), entidade que promove anualmente o famoso encontro de lideranças empresariais na cidade de Davos, na Suíça, realizou um encontro de especialistas para tratar da questão do envelhecimento da humanidade e seu impacto econômico e social em termos mundiais. Essa nova tendência demográfica, a qual já é realidade no Japão e em vários países europeus, vai atingir América Latina e Ásia em breve e pode criar uma série de impasses sociais e econômicos.

Um dos aspectos que foram levantados no evento é interessante como tópico de discussão, sobretudo entre os executivos da área de recursos humanos. Os participantes do encontro do WEF registraram em relatório que “um ponto que é frequentemente negligenciado no debate é que os trabalhadores de mais idade adicionam mais valor ao empregador. As organizações que reconhecem este fenômeno se beneficiam de uma série de maneiras. Por exemplo, contrariamente à crença corrente entre a maioria dos empregadores, a performance no trabalho não declina com a idade.”.

“Adicionalmente – o relatório prossegue – certas formas de habilidades, como a inteligência cristalizada ou o conhecimento cumulativo, na verdade, aumentam com a idade. Pesquisas indicam que existem formas importantes de participação que o trabalhador maduro pode oferecer, por exemplo, um maior conhecimento do sistema de relacionamento e aspectos psicológicos das relações de trabalho. Do ponto de vista da empresa os maduros são mais confiáveis do que os jovens. No que diz respeito à produtividade, os mais maduros em comparação com os mais jovens são menos prováveis de se envolverem em furtos e fraudes, de mudar de emprego e em termos de absenteísmo.”

(Quanto à questão do absenteísmo isso é estatisticamente verdadeiro, explicado sobretudo por que os mais jovens ainda estão na fase de ter bebês e criar filhos pequenos, e todo mundo sabe o que isso quer dizer. Lembram-se daquele dito: “descubra a vida selvagem: tenha filhos!”).

Os participantes do encontro do WEF vão ainda mais longe no sentido de elevar as características positivas dos mais maduros em relação aos mais jovens no ambiente de trabalho. Ressaltam que os mais velhos têm uma rede de relacionamento com fornecedores e clientes muito mais ampla e diversificada que os jovens, que apesar de ter uma rede numericamente maior por causa das redes sociais digitais, têm articulações menos diversa e mais restrita à sua própria faixa etária. Essa característica dos mais maduros representa um ativo que, se as empresas souberem mobilizar, traz perspectivas mais pragmáticas e realistas para elevar a produtividade, resolver problemas e mesmo para desenvolver inovação.

O relatório do WEF aponta que esse novo tipo de olhar que valoriza o trabalhador da meia idade para cima é um desafio que as empresas e governos devem enfrentar, sobretudo por que os países plenamente industrializados têm uma economia na qual o setor serviços representa mais de 70% do total de empregos e é o verdadeiro motor da economia nacional. Esses países têm menos dependência de trabalho físico e, portanto, podem tirar proveito para se tornar uma economia muito mais amigável para a força de trabalho de cabelos brancos.

E aí? Você que saiu valorizado com esse novo tipo de olhar do WEF, concorda? E você geração Y, acha que é isso mesmo? Comente. Deixe sua opinião.


Fonte: Época Negócios
Comentários

Pedro Carlos Leal Neto

18/03/2013

Concordo, e sei que a experiência faz com que os resultados apareçam em um espaço de tempo menor, tendo em vista que os caminhos são mais curtos devido aos desvios que o tempo de trabalho ensina aos mais velhos.

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